Um jovem que adorava desafios e fazer amigos...

A disciplina do pai e a tenacidade da mãe marcaram a postura do jovem Ney Lopes Jr. De 1981 a 1988, estudou no Colégio Santo Antônio Marista, em Natal, onde concluiu o Ensino Fundamental. O Ensino Médio, ele estudou no Colégio Marista de Brasília, entre 1989 e 1991.

Ainda na adolescência, antes de seguir para a capital federal, o jovem estudante despertou o deslumbramento pelo hipismo.

“Ele teve um momento da vida que gostava muito de praticar hipismo, que em Natal era uma atividade relativamente nova. Todos nós acompanhamos e vivenciamos esses instantes, em que ele participava das competições, com muita alegria. O interessante é que mesmo nas horas em que ele não foi vencedor, saía satisfeito somente pela vontade que tinha de competir e pelo entusiasmo em lutar pelo que ele queria.” Ana Lilian (irmã)

O hipismo era uma atividade de tradição familiar. Foi uma iniciativa dele.

“Pular de cavalo, ultrapassar os obstáculos, me dava à sensação de superar desafios, porque eu tinha o desafio de controlar o cavalo, interagir com ele e de não derrubar as barreiras. Na época eu cheguei a saltar 1m75. Era sempre a busca permanente pelos desafios. A família sempre me deu total apoio e em toda competição estava lá. Até hoje, nós temos um princípio de união familiar muito grande”.

Aos 14 anos, Ney Lopes Jr. partiu para morar em Brasília, na companhia de seus pais. Ney Lopes havia sido eleito para o segundo mandato de Deputado Federal.

“Nesse mesmo ano eu casei, então não fui para Brasília. Passei uns 13 a 14 anos da minha vida sem conviver diretamente com ele, somente nas férias. E também quando eu ia lá ou eles vinham aqui. Isso me fazia muita falta, porque ele sempre foi um irmão muito amigo, companheiro, descontraído, mas agente mantinha contato.” Karla (irmã)

Embora dispusesse de diversos talentos, a vocação nítida pela política ganhava maior destaque.

“Estava vendo recentemente uma fita das minhas Bodas de Prata com Ney Lopes, quando Ney Jr. pegou o microfone e falou. Ele tinha 18 anos, na época, e falou bem. Sempre foi um vocacionado para a política”. Abigail Souza (mãe).